mini-renatoMeio Ambiente e Qualidade de Vida

Renato Timotheo

Um problema chamado água

Um dos quatro elementos do ser humano, a água, vem dando fortes dores de cabeça para a população e principalmente para os governantes que diante das ondas de manifestos por saúde, transporte, educação e segurança, tem tentado se articular para solucionar o problema. Os brasileiros já começam a sentir na pele os efeitos da degradação ao meio ambiente, com a falta de água doce no mundo que está sendo um enorme desafio em busca de alternativas.

Já imaginou um país sem água? Pois bem, um problemão! O Brasil é líder mundial em fonte de recursos hídricos, tendo quase o dobro do segundo colocado, a Rússia, mas mesmo assim começa a sentir um drama devido a falta na capital de São Paulo, maior metrópole brasileira, que passa pela maior seca de sua história no Sistema Cantareira, abastecendo 8,8 milhões de pessoas.

O governo do Estado já investiu cerca de 80 milhões para retirar água da reserva chamada de volume morto que fica abaixo do nível das comportas, buscando assim, soluções com tempo previsto até novembro deste ano.

O governo chegou a cogitar uma transposição do Rio Paraíba do Sul para auxiliar no abastecimento da SABESP, o que foi imediatamente reprovado pelo governo do estado do Rio de Janeiro e por outras autoridades.

Pelo mundo, países como Austrália e Israel tem usado a técnica de dessalinização da água do mar. Israel, por exemplo, possui três usinas e a mais recente tem a capacidade de abastecer 1/6 da população Israelense, um pouco mais de 1,3 milhões de pessoas, com um investimento de mais de meio bilhão de dólares.

No município de São João da Barra, interior do Rio de Janeiro, o problema com água é um pouco diferente. A diminuição do volume de água do Rio Paraíba do Sul é considerável, e, quando o mar está de ressaca, a água do mar entra pela boca da barra, em Atafona, segundo distrito de São João da Barra, comprometendo a captação da CEDAE, que fornece água salobra para as residências.

É importante que a sociedade e as autoridades inicie já uma mobilização para discutir e principalmente planejar o futuro hídrico, pois esse problema tende a crescer cada vez mais, principalmente se São Paulo ficar sem alternativa e tiver que transpor o Rio Paraíba do Sul para abastecer a população paulistana. Aí, o que será de nós?

 

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