Bruno Dauaire e Wladimir Garotinho notificados pelo TRE para defesa de acusação de compra de votos

Foto: Somos Assim

De nada adiantou o deputado federal diplomado Wladimir Barros Assed Matheus de Oliveira (vulgo Wladimir Garotinho) tentar manipular a opinião pública colocando a culpa em adversários, sem nada explicar de concreto sobre a Ação de Investigação Judicial Eleitoral por Abuso do Poder Econômico e Captação Ilícita de Sufrágio, movida pelo PSOL, a popular compra de votos.

Na última sexta-feira, o desembargador-corregedor Carlos Santos de Oliveira, do TRE, mandou que ele e o seu correligionário e ex-patrão Bruno Dauaire, ambos réus na Ação, fosse notificados para que apresentem as suas reais defesas na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) que apura as denúncias de compra de votos a 50 reais no bairro da Penha durante as últimas eleições, em uma suposta reprise da notória “Cinquentinha”, que investigou o mesmo tipo de prática quando a sua mãe Rosinha foi candidata.

“Citem-se os investigados, para, querendo, apresentarem defesa no prazo de cinco dias, nos termos do disposto no art. 22, inciso I, alínea “a”, da Lei Complementar n.º 64/90.”, despachou o corregedor do TRE. Veja baixo:

Foto: Somos Assim

Um trecho da Ação, com farto material fotográfico e de vídeo:

“Em 07 de outubro p.p., no bairro da Penha, município de Campos dos Goytacazes, localidade na qual a maioria dos moradores é de pessoas humildes, vítimas da chamada “lei do silêncio”, imposta pelo receio de represálias, durante todo o dia das eleições foram oferecidos churrascos em residências próximas aos locais de votação, sendo certo que eleitores eram abordados a entrar no local e de lá saiam direto para a seção eleitoral.

Essa situação, que permaneceu durante todo o período de votação, repita-se, sem qualquer temor ao exército que estava nas ruas do município, foi objeto de diversas denúncias, sendo, portanto, tais fatos de conhecimento do juízo da 100ª Zona Eleitoral e da Delegacia de Policia Federal.

As práticas ilegais não pararam por ai, o grupo político dos Réus, na certeza da impunidade e acreditando que “a lei do silêncio” imperaria no local, por meio do cabo eleitoral Paulo Henrique Barreto Barbosa, ora 3º Réu, no mesmo bairro da Penha, próximo ao colégio eleitoral CIEP Nina Arueira, localizado na Rua Nossa Senhora da Penha, abordava pessoas para oferecer-lhes dinheiro em troca de seus votos, sem qualquer receio de ser flagrado.

Conforme se extrai do vídeo anexo, o Réu Paulo Henrique, juntamente com outras pessoas, dentre elas uma de nome Idário Ribeiro, popularmente conhecido como Linho da Penha, aliciavam pessoas e escancaradamente davam-lhes dinheiro indicando em quem essas pessoas deveriam votar…”

Pedido de arrego ao PSOL

Certo de que a sua situação e a do deputado Bruno Dauaire a cada dia se complica mais, Wladimir Garotinho está apelando para tentar sustar a Ação de Investigação Eleitoral. Wladimir, vulgo Wladimir Garotinho, foi flagrado em conversa telefônica querendo que o deputado estadual Flávio Serafini (PSOL) faça o PSOL retirar o pedido de cassação do seu mandato por compra de votos. A notícia foi divulgada hoje na coluna do jornalista Cássio Bruno em O Dia.

Fonte: Somos Assim e Jornal O Dia

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