mini-elderHistórias de São João da Barra

Fernando Antônio Lobato Borges

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Rica história do teatro sanjoanense

Por Fernando Antônio Lobato Borges

Cine TeatroSão antigas as referências ao teatro em São João da Barra, Fernando J. Martins fala dos teatros sacros do tempo da pequena Vila, aos teatros e folguedos afros das festas de São Benedito.

“Teatro”, com esse nome temos a primeira referência no jornal “O Parahybano” de 24/10/1862, que assim anuncia o Teatro Provisório do Sr. Levreiro e sua Companhia Ginástica Italiana e Familiar. Na verdade números de circo com palhaço, acrobatas e malabaristas.

Já em 12/12/1867, o mesmo jornal anuncia o Teatro de São Sebastião e a Companhia Dramática particular do Sr. Manoel da Silva Rovalho, que apresentou a comédia “Manda Quem Pode”.

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Croqui de Moema para Geane Mandu usar nos anos 80.

O livro “Teatro no Brasil” cita o português Eugenio Maria de Azevedo, teatrólogo que foi escrivão da Vila de São João da Barra em 1808. Fernando José Martins também é citado no mesmo livro aparecendo como autor teatral das comedias burlescas de “O Tolo Fingido” e ” Logro Não Previsto”.

Outros anúncios de jornais demonstram que a atividade teatral na cidade no fim do séc. XIX foi bastante intenso. Uma figura de destaque na época foi o Joaquim da Câmara Pavão que fez a arte de Moliere ganhar vida. Foi bastante profícua a sua obra teatral.

Eram Companhias itinerantes que congregavam os membros de uma mesma ou várias famílias. Companhias de Teatro Provisório faziam a diversão do povo que desde a chegada de D. João ao Brasil, modificou o seus hábitos.

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Desenho de Moema Magalhães para ” A Dama das Camelias”.

Câmara Pavão movimentou o teatro e fez discípulos. Foi tão intenso o movimento teatral na cidade no fim do XIX que a Sociedade Beneficente dos Artistas resolveu sob a presidência do Coronel Cintra, erguer um prédio para abrigar aquela arte tão rica na cidade.
Em 1906, sem a presença do pranteado Cel. Cintra, foi inaugurado “O Teatro São João”. No palco, Pai Quinzinho Pavão apresentou a peça “O Emigrado”. Tempos depois, fundou o Grêmio Teatral “Filhos do Progresso” que durou longos anos em suas mãos.
Desse grupo destacou-se Coriolano Henriques da Silva, que além de excelente ator foi também profícuo autor de sua lavra, a peça “Amor Maternal”, que levou as lágrimas plateias em São João da Barra e Campos dos Goytacazes. Coriolano, foi um dos mentores do Grupo Teatral Joaquim da Câmara Pavão que deu prosseguimento ao teatro na cidade nos anos de 1940/60.

O imponente teatro na década de 1910 iniciava com a exibição de fitas, primeiro cinema mudo e depois falado, por isso importam da Alemanha dois magníficos projetores.

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Ata do Grupo Joaquim da Câmara Pavão.

Os anos de 40/60 tem o grêmio Câmara Pavão que depois desaparece. Nos anos de 1970, surge o “GRATS” comandado pelo Sargento da Marinha Deusdedith Galia e Wilson Oliveira, este agitou a cidade com suas peças reunindo a juventude da época.

Nos anos de 1980, surgiram os grupos “Quem Tem Boca Vai A Roma”, “Tema” e “Balcão Nobre” que levaram peças como “Pagador de Promessas”, “Santo Inquerito” e “A Dama das Camelias”.

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Primeira notícia de teatro.

Nos anos 90, um festival de teatro infantil movimentou o velho prédio do teatro já abandonado. Uns poucos espetáculos de academias de balé movimentam o prédio decadente.

Em 2003, surge então um grupo de teatro de manifestação para reabertura do teatro que estava abandonado, o “Nós na Rua”. Em 2005 a Prefeitura desapropria o prédio e restaura, reabrindo no ano do centenário, 2006.

    

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Atual Cine Teatro São João

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Entrada do teatro.

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A morte em história

Por Fernando Antônio Lobato Borges

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Fachada do cemitério do Ss Sacramento.

Desde a antiguidade, a morte inerente ao ser, é vista como enigmática e mágica, sendo por isso carregada de ritos e sinais. Os egípcios mumificavam, em Roma, Grécia e Índia cremavam em piras espetaculares.

No Brasil Colônia era rito despojado de requintes, geralmente lamentosos e lúgubres realizados nos enfumaçados e fétidos templos onde sepultavam em cova rasa ao lado dos altares os ricos e importantes figuras; aos pobres o adro das igrejas a quem pagavam a fábrica, termo usado para o enterramento.

Enterravam-se em caixões de tabuas, cobertos de pano, em redes, lençóis e esteiras. Depois de sete anos os ossos eram removidos dando espaço a novos sepultamentos.

O surgimento das irmandades religiosas tinha como preceito básico o “dar sepultura” aos irmãos.

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Os ossos de D. Jovitinha encontrados na matriz sob o altar de S. João.

Aos doentes terminais ministrava-se o Santo Viático, preparando o falecido para o reino do céu. Morto, o defunto era posto sobre uma mesa coberta de preto ou roxo e em volta a família se reunia para rezas e cantorias. Varavam a noite e o dia naquele espetáculo macabro em que não faltavam gritos, lamentos, gestos extremos de arrancar cabelos, cobrem-los de cinza e rasgar roupas em atos de desprendimento aos prazeres terrenos.

Durante os velórios eram servidos café, chá e bolinhos para passar uma noite em claro.

Os ricos redigiam testamentos nos quais legavam dinheiro aos pobres que acompanhassem o defunto à sepultura; destinavam bens as irmandades em troca de sepultura, missas e velas.

Embora imprevistos, os velórios e enterros seguiam preceitos com determinação de trajes, tipo de solenidade e aparatos a serem seguidos, às vezes como última vontade do recém-falecido. Um evento misto de publico e privado.

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Caixa dos ossos da mulher do Dr. Ladislau de Carvalho Arahujo.

Para os negros africanos, momento de festa, para comemorar…

Com a Abertura dos Portos, em 1808, novos requintes foram sendo incorporados pelas classes abastadas e a simplicidade do Período Colonial foi substituído por um luxo e requintes próprios a prosperidade reinante.

Os Santos Viáticos, transformaram-se em espetáculos, com sinos, incenso, palio e acompanhamento das irmandades do moribundo que ao falecer virava atração de um evento para o qual não faltavam decoração, flores, velas, convites, comidas variadas e farta, bebida e música das marchas fúnebres aos cânticos das carpideiras contratadas para chorar e elogiar o morto.

O enterro em carruagem emplumada de negro com cortinas de veludo e franjas douradas lembravam as procissões do Senhor Morto. Na igreja, lamentos, elegias e discursos, missas de corpo presente, distribuição de esmolas aos pobres e o enterro no local de acordo com a importância do morto.

D. Francisca Barreta e o Comendador Joaquim Thomaz de Farias mandaram construir a magnífica igreja de N.S. da Boa Morte em pedra e cal para nela serem enterrados e ela deixou expresso em testamento que não quer que levem seus ossos para casa, como de costume, mas mantê-los em lugar Santo, no caso a igreja construída por ela.

Manoel Francisco de Almeida mandou construir a igreja de São Pedro para o mesmo fim.

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Interior de uma igreja. As pessoas sentadas sobre as sepulturas.

Aos comuns, após sete anos a família organizava outra cerimônia para retirar da sepultura os ossos do parente e levá-los para casa.

O rico médico Dr. Ladislau, Jose de Carvalho Arahujo, sócio do Barão de Barcelos, mandou confeccionar no melhor mármore uma caixa para os ossos da mulher Jovita Maria, mandando colocar sob o altar do padroeiro. Uma relíquia da Irmandade que deveria virar atração, pois nos diz de como a morte era vista naquela época.

Uma declaração de amor era impressa na pedra.

Com a construção dos cemitérios, nos anos de 1850, algumas famílias transladaram os ossos dos parentes, construindo para isso, magníficos ossuários em mármore enfeitados c vasos e estatuas.

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Enterro de pobre.

Enterravam-se os mortos no interior ou no adro das igrejas e o contato com os restos mortais era imenso, levando a muitos problemas em época de epidemias. Após a cólera, na década de 1850, decretos imperiais proibiram essa prática e os cemitérios começaram a ser levado para os arrabaldes das cidades.

F.J. Martins fala da construção do cemitério do SS. “… presentemente acha-se a irmandade construída o seu cemitério nos subúrbios da cidade… o terreno para obra doou-o o alferes Bernardo dos Santos Souza e fica em lugar cômodo e aprazível encravado em terras de sua fazenda Coqueiros… A obra é edificada com elegância e proporções adequadas aos fins a que se destina, tem uma capelinha no terreno e sólidos pilares na frente do edifício e compreende o todo um recinto de cem palmos de frente e cento e quarenta e cinco de fundos. A obra tem sido feita a custa do cofre da irmandade e esmola dos fiéis e por dedicação do irmão provedor Tenente Francisco Ferreira Pinto, natural da freg. de S. Gonçalo de Niterói e proprietário do 2º oficio de tabelião da cidade.”

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Vários tipos de carruagem para enterro. Desenhos de Debret.

Francisco Ferreira Pinto era pai de Chilperico e de minha trisavó Carolina Sena.

Já em 07/08/1859, morreu meu 5º avô, Antônio José Alves de Oliveira, bisavô de Jorge Lobato. A relação dos gastos com a cerimônia de funeral incluía: cartas para Convites, 15 metros de setim roxo, 17 de galão de cordão, 21 de renda dourada, 400 cravos dourados, 500 tachas de bomba, alfinetes, tecidos para forro e aluguel de sete tocheiros dourados, além da armação para casa. Deve ter sido um luxo…

Já a firma de enterros de Joaquim da Câmara Pavão, oferecia aluguel de carruagens, tocheiros, eça e tudo que era necessário como grinaldas e coroas.

O luxo e o aparato procurava distanciar os homens até na hora da morte. Havia também os que não tinham mais que duas pessoas para conduzir uma rede e enterrar-se numa cova rasa.

O Mestre De Bret, trazido p D. João VI na Missão Francesa, retratou como ninguém o cotidiano do nascente Brasil. Aqui algumas das pranchas, ele mostra o universo da morte.

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Relação das despesas com o velório de meu quinto avô Antonio José Alves de Oliveira, pai de vovô Manoel Antonio Oliveira Cruz.

 

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O famoso futebol Sanjoanense e seus inesquecíveis atletas

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Foto: Arquivo Fernando Antônio

As mais remotas informações nos dão conta que em princípios de 1800 a rua que passava atrás da “Boa Morte” se chamava rua do Jogo da Bola; óbvio que não se tratava de futebol, mas um jogo que utilizava uma bola de pano, segundo meu avô Antenor Lobato.

Com seu porto movimentado e sempre atenta aos modismos, a cidade importou o esporte bretão em princípios dos anos de 1920 com a formação do time Vila Isabel Futebool Club, fundado por Antônio Marques dos Santos, José Valiengo, Lúcio Maia, Benedito Fogueteiro, João Camilo, Benedito Namorado, Chico Português, Rízio Raposo, Gogir Paes, Erodines Cartacho, Manequinho, Pedro Fernandes, Romilton e Alvino Azevedo.

Rivalizava-se este primeiro time com o “Brasileirinho” formado por João Batista Valiengo, Ubaldo Sena, Alvino Azevedo, Manoel Oliveira, João Caetano, Francisco Fardalho e Dr. Newton Alves.

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Foto: Arquivo Fernando Antônio

À esses dois precursores seguiram-se Boa-Vida F.C., Thoquinol F.C., Ipiranga F.C., e outros na década de 40.

Em 1949, surge o Flamengo F.C. que desaparece 2 anos depois. Em 19/09/1943, surge o Fluminense F.C. fundado por Mario Moço, João Milton Crespo, Nilton Almeida,Wilson Beyruth, Carlos Alberto Oliveira, Odyr Borges, Patricio Novas dentre outros.

Em 1953 surge o Sanjoanense FC, seguido da Portuguesa, America e o Santos em Atafona.

O mestre João Oscar em sua obra “Apontamentos para a História de São João da Barra”, descreve uma partida esportiva. Foi justa a vitória do nosso Vila Isabel F.C. sobre o quadro de Gargahú, tendo mesmo havido nos últimos instantes da peleja um nítido domínio territorial dos comandados de A. Santos. Anunciado como um grande encontro futebolístico, patrocinado pelo ilustre sanjoanense Dr. Newton Alves, promotor publico de Macaé, pena foi que, ainda desta vez, reduzido publico comparecesse ao campo do Brasileiro, local do encontro. João Patrício marcou o mais lindo “goal” da tarde, mas tivemos a impressão de que se achava impedido (essa foi também a opinião do Sr. Manoel Inglês- meu avô paterno- jogador de priscas eras). O Vila Isabel formou com Ditinho, A. Santos, Zezé, Rízio, Luiz, J.Milton, J.Patrício, Novas, Cabrito, Caetano e Rubens.

Agradeço a Benedito Almeida o empréstimo da antiga foto do Vila Isabel onde estão os nomes anotados por Carlos Alberto Oliveira.

Nas outras fotos estão meu avô Antenor e meu pai Odyr, estrelas do futebol local.

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Foto: Arquivo Fernando Antônio

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O passado escolar de São João da Barra

Por Fernando Antônio Lobato Borges

Sao-Joao-da-Barra_Grupo-Escolar-Alberto-Torres1São João da Barra que já existia como povoado desde 1620 teve em 1644 sua elevação a Freguesia, quando o prelado D. Antonio de Martins Loureiro vindo à capelinha de São João Batista, elevou-a aquela categoria. Com a criação, São João da Praia teve sua ermida oficializada, contando com vigário para assisti-la.

Destes, alguns ministravam ensinamentos para os filhos dos maiorais, era preciso formar Homens Bons; em 1766 ordenou padre o sanjoanense Manoel Borges Senra, filho do capitão mor Felix Alves de Barcelos; em 1835 diplomou-se em direito o jovem João da Silva Cordeiro, filho do alferes Domingos Alves de Barcelos, ambos assim como outros, alunos desses diligentes sacerdotes. Houve o padre Dr. Pedro Marques Durão, que tinha doutorado em canones.

Mas, se esses jovens, ditos maiorais, tiveram o privilegio do estudo com sacerdotes, o fato é que só em 1830 a Vila passou a contar com uma escola pública, o primeiro mestre: Francisco Antonio da Silva, empossado em 02/10/1830 para provisão do Presidente da Província do E. Santo, a quem pertencíamos.

10478437_728934467147763_7070293558008124443_nSão João da Barra que já existia como povoado desde 1620 teve em 1644 sua elevação a Freguesia, quando o prelado D. Antonio de Martins Loureiro vindo à capelinha de São João Batista, elevou-a aquela categoria. Com a criação, São João da Praia teve sua ermida oficializada, contando com vigário para assisti-la.

Destes, alguns ministravam ensinamentos para os filhos dos maiorais, era preciso formar Homens Bons; em 1766 ordenou padre o sanjoanense Manoel Borges Senra, filho do capitão mor Felix Alves de Barcelos; em 1835 diplomou-se em direito o jovem João da Silva Cordeiro, filho do alferes Domingos Alves de Barcelos, ambos assim como outros, alunos desses diligentes sacerdotes. Houve o padre Dr. Pedro Marques Durão, que tinha doutorado em canones.

Mas, se esses jovens, ditos maiorais, tiveram o privilegio do estudo com sacerdotes, o fato é que só em 1830 a Vila passou a contar com uma escola pública, o primeiro mestre: Francisco Antonio da Silva, empossado em 02/10/1830 para provisão do Presidente da Província do E. Santo, a quem pertencíamos.

 

10479136_728935360481007_1526985470385537717_nSão João da Barra que já existia como povoado desde 1620 teve em 1644 sua elevação a Freguesia, quando o prelado D. Antonio de Martins Loureiro vindo à capelinha de São João Batista, elevou-a aquela categoria. Com a criação, São João da Praia teve sua ermida oficializada, contando com vigário para assisti-la.

Destes, alguns ministravam ensinamentos para os filhos dos maiorais, era preciso formar Homens Bons; em 1766 ordenou padre o sanjoanense Manoel Borges Senra, filho do capitão mor Felix Alves de Barcelos; em 1835 diplomou-se em direito o jovem João da Silva Cordeiro, filho do alferes Domingos Alves de Barcelos, ambos assim como outros, alunos desses diligentes sacerdotes. Houve o padre Dr. Pedro Marques Durão, que tinha doutorado em canones.

Mas, se esses jovens, ditos maiorais, tiveram o privilegio do estudo com sacerdotes, o fato é que só em 1830 a Vila passou a contar com uma escola pública, o primeiro mestre: Francisco Antonio da Silva, empossado em 02/10/1830 para provisão do Presidente da Província do E. Santo, a quem pertencíamos.

10533752_728949317146278_1123450513420560339_nEm 1922, após a compra do palacete do Coronel Teixeira, o Governo do Estado, inaugurou em 12/12/1922 o Grupo Escolar Alberto Torres, sob a regência da professora D. Edith Guimarães Pereira da Silva. Várias turmas em dois turnos mistos passaram a ocupar o Alberto Torres, surgiu também a escola de Atafona de Carmelita Moraes Nascife.

Na década de 1940, dirigem o GEAT a prof. Anita Rios Costa em 43, D. Otilia Gualda de Sá em 44, D. Conceição Machado Cruz em 49, sendo professoras Gladys Teixeira, Maria Aracy Moreira, Carmita Alves, Graciema Melo, Margarida Maria Izabel e Norméa Lobato.

Na década de 1960, foi construído o novo prédio do GEAT em outro local, deslocando para lá as séries avançadas, ficando no prédio antigo o Jardim de Infância Hilka Arahujo Pessanha, sanjoanense mulher do Governador Celso Pessanha. Nesta época dirigia a escola de forma magistral a prof. Francy Graça Fernandes, sendo mestras, dentre outros, Danuzia, Riza e Dircélia Raposo, as irmãs Alcéa e Ariane Beyruth Fernandes, Nisséa e Nilse Lobato, Fariza Fernandes, Romália Teixeira, Ely e Georgina Lobato.

 

10488225_728964010478142_2490509930926230669_nEm 1964, com grandes festas inauguraram sob a inspiração do paraense Clovis de Miranda e Oliveira, o Ginásio Cenecista São João Batista com direção de Gladys Teixeira e Norméa Lobato como secretaria. Os professores, todos da terra recebiam um pro labore, mas o ensino era ministrado no sentido da colaboração e sacerdócio.

Essa época as escolas tomaram a dianteira da vida cultural com festas, desfiles e solenidades cívicas em que os alunos eram as vedetes com suas bandeirinhas acenadas, quem não se lembra?

O Grupo Escolar Alberto Torres foi durante longos anos o polo cultural da cidade. Desprovida de tudo, São João da Barra encontrou na Escola Estadual o bastião de resistência da sua rica Cultura. Sob a direção de Francy Graça Fernades, na foto com Nancy e Zayde Arahujo, o grupo realizou eventos inesquecíveis.

 

10540410_729990240375519_2112569187101894433_nEm 1967, o “Desfile de Miss Universo Mirim”, reuniu as crianças mais badaladas da sociedade. O garoto de gravata borboleta sou Eu, que fui mestre de cerimônias. Como sempre, desde pequeno. Fátima Cordeiro, de coroa ao centro, passou a faixa para Kátia Sá Azevedo, no canto à direita. De lá para cá o ensino cresceu, ampliou-se, diversificou as áreas; cresceu também nos vários distritos formando multidões de jovens todos os anos.

 

 

Hoje são 8 escolas estaduais, 33 municipais distribuídas pela sede e distritos. Surgem as Escolas Técnicas voltadas p o Porto do Açu e lançamos o olhar para uma Universidade que venha completar a escada do saber do povo dessa terra.

 

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As Palmeiras Imperiais

Foto: Fernando Antônio Lobato Borges

Trazidas por D. João VI e colocadas no Jardim de Aclimação, hoje Jardim botânico, no Rio de Janeiro, as Palmeiras Reais ou imperiais, originam-se da Palma-Mater, a primeira plantada.

Encontram-se em todo o território nacional e foram introduzidas por D. João VI, D.Pedro I , D. Pedro II e pela Princesa Isabel, como marco dos domínios imperiais.

As que, elegantemente enfeitam a rua Barão de Barcelos, aqui na cidade, foram plantadas por D. Pedro II em sua primeira visita à Vila em 08 de abril de 1847. Eram em princípio 21, idade do monarca, dispostas em 3 fileiras de 7. Na segunda visita do Imperador , em junho de 1875, outras palmeiras foram acrescentadas.

Na visita da Princesa Isabel, que esteve na Cidade com o marido Conde D’Eu, foram plantadas outras tantas na rua do Rosário, em frente ao Porto do André. Essas Palmeiras foram derrubadas na década de 1950 para dar passagem aos fios de alta-tensão, da recém chegada energia elétrica.
As Palmeiras da Barão de Barcelos, sempre em fileiras de três, foram definhando e sendo derrubadas por insensatez ou necessidade.

Em 17 de junho de 1993, durante o governo do prefeito Ranulfo Vidigal, foram replantadas em cerimônia oficial, como forma de restaurar o rico e importante patrimônio histórico arquitetônico.

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