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Elder Amaral

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Quanto vale uma curtida?

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Foto: Divulgação

Virou uma febre nas buscas incansáveis por uma curtida nas redes sociais, mais precisamente no Facebook. Qualquer acontecimento é noticiado na rede social, além dos usuários postarem quase tudo, ou melhor, até algumas vezes um pouco mais que tudo.

A vida pessoal deixou de ser guardada para ser compartilhada. Será preocupante? Tem seu lado bom que é o de satisfazer o ego em adquirir novos amigos ou que a devida postagem seja vista por uma grande quantidade de pessoas para obter um alto número de curtidas. Por outro lado, vem o sentimento de solidão por aqueles que não conseguem alcançar o objetivo e acabam se fechando para o mundo.

Pesquisadores da Universidade do Missouri descobriram que o Facebook pode causar sintomas de depressão em usuários que sentem inveja dos amigos na rede social.

A equipe entrevistou 700 estudantes para chegar à conclusão, publicada no periódico Computers in Human Behavior.

Segundo Margaret Duffy, principal autora do trabalho, algumas pessoas usam o Facebook apenas para saber o que os colegas estão fazendo, e o quão felizes eles estão no trabalho ou no relacionamento. É o que ela chama de “uso de vigilância”.

De acordo com a pesquisadora, usuários que sentem inveja dos amigos no Facebook são muito mais propensos a relatar sentimentos de depressão.

Para os pesquisadores, as pessoas precisam ter consciência do problema, até para tentar evitar sentimentos negativos ao utilizar a rede social. E devem lembrar que a maioria das pessoas só posta coisas positivas sobre si mesmas.

O mundo está diante de uma geração que gosta mais de “curtir” no Facebook do que “curtir” na vida real. A tecnologia avançou tanto que casais mesmo estando lado a lado preferem, algumas vezes, conversar pelas redes do que o corpo a corpo.

Quando o tempo passar e essas pessoas começarem a sentir falta de terem vivido algo realmente, poderá ser tarde demais. O pior é que, ao chegar esse momento, talvez nem fotos elas tenham para recordar os momentos não vividos, já que as imagens são digitais…

 

Tem que ser assim? Calma Brasil!

Achei muito interessante essa postagem e resolvi compartilhar com vocês. O jornalista esportivo, Carlos Eduardo Mansuré, desde 1997, cobriu duas Copas do Mundo e os Jogos Olímpicos de 2012, é também repórter do jornal GLOBO desde 2007.

brasil-3dfoto3d-blogspot-com-10– A situação é muito difícil. Vou até parar de falar porque vou chorar.

– Não adianta nos jogarmos num poço se perdermos. A vida continua.

As frases foram ditas pelo capitão Thiago Silva e pelo técnico Luiz Felipe Scolari na véspera da odisseia que foi a classificação brasileira para as quartas de final da Copa do Mundo. Sintomático. As expressões, fisionomias e reações denunciam: a seleção está acuada. Nem tanto pelos rivais. Mas pela maneira obsessiva como o país lida com a Copa do Mundo.

Não há um ou outro culpado. A culpa é do tipo de sociedade em que nos transformamos. Talvez por estarmos sempre em busca de autoafirmação, de compensação de frustrações. E enxergamos no futebol o caminho mais curto. Então, decidimos que 23 esportistas são responsáveis únicos, exclusivos, pela felicidade de 200 milhões de pessoas. Como se não houvesse amanhã, como se a história do futebol terminasse nesta Copa. Ou vencemos em casa ou uma tragédia terá se abatido sobre nós. Ou estes 23 resolvem este gigantesco problema que a sociedade criou, ou serão eternos vilões. Não é justo.

O mais preocupante é que claramente a seleção absorveu toda a pressão, deixou-se perder no turbilhão de emoções em que se transformou o país. As reações são extremadas, o choro é frequente. Na dificuldade, os olhares são de pânico. Quando erram, sentem-se à beira da condenação sumária.

E o ambiente da seleção não ajuda. Salvo os dias de folga, contados nos dedos, lá se vai um mês de concentração. Claro que é descabido imaginar jogadores brasileiros, em meio a uma Copa do Mundo em casa, indo à praia ou passeando pela Zona Sul do Rio como os holandeses. Ou dançando com índios como os alemães. O assédio impediria, óbvio.

Mas por que não podem ter a rotina de um esportista que treina, dá o máximo e, quando não está trabalhando, está com a família tendo momentos de lazer e relaxamento? A história mostra que é possível ganhar uma Copa do Mundo com clausura ou com abertura. Mas há momentos em que é preciso entender o que é mais saudável.

A rotina de concentração absoluta só reforça a ideia de que jogadores vão a campo curar o câncer, resolver os problemas do país, construir uma nação mais feliz. Como se tivessem este poder, como se tivessem esta responsabilidade.

Ora, futebol é importante no Brasil. Mais até: é fundamental na formação cultural de nossa sociedade. E, cá entre nós, nos seus milhares de anos de existência na Terra, o homem não conseguiu inventar nada parecido com o futebol.

Vejam o Brasil x Chile de hoje. Foram tantas as alternativas, as nuances, a vitória e a derrota separadas por milímetros em um chute que toca na trave. Por 45 minutos, o Brasil domina. Depois, é dominado. Na prorrogação, volta ao ataque, sente que pode vencer. No lance final, escapa de sofrer o gol fatal. E tudo se resolve da marca do pênalti.

Que outro esporte oferece tamanha imprevisibilidade? O futebol ensina a viver, a lidar com a vitória e a derrota, a frustração e a euforia. Quem se sente mais forte ataca, quem se vê fragilizado, recua. É o jogo da vida que o futebol imita. Ao final, há quem chore de alegria, há quem chore de tristeza. Rir e chorar por causa de futebol é mais do que normal, é inevitável. Viver intensamente suas emoções nos ensina, nos faz crescer, nos oferece uma infinita riqueza de experiências humanas. O Brasil x Chile do Mineirão produziu emoções numa escala que só a melhor das invenções da humanidade é capaz. Mas no fim, é uma disputa esportiva em que só um vencerá. E ponto final.

Há algumas certezas quando começa uma Copa do Mundo: só um país ganhará, 31 países perderão e o brasileiro terá dificuldade de lidar com a derrota caso esteja neste último grupo. Ignorando que já jogamos 19 Copas e perdemos 14. E mesmo assim, ninguém foi mais vezes campeão do que o Brasil. Ou seja, a rotina da Copa do Mundo é a derrota. Mas por ser no Brasil, este Mundial virou uma obsessão patológica. Diante dela, os 23 jogadores são vítimas.

É verdade que o destino ofereceu a eles a oportunidade de entrar para a história.E eles podem conseguir, porque o jogador brasileiro é capaz de enfrentar muita coisa. Mas o preço a pagar está alto demais. Como se no dia a dia, no lugar de treinar, carregassem uma cruz. Uma aflição, uma angústia, alguns meses de ansiedade doentia. Há um país em convulsão a cada gol contra ou a favor. Cada jogador parece convencido de que terá traído a confiança da pátria caso não dê ao país o hexa.

Quem quer chegar ao topo, seja na vida, seja no esporte, terá que lidar com um nível pressão. Mas nesta Copa, estamos extrapolando. Passamos do limite do aceitável, do saudável.

Tem que ser assim?

 

 

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Violência no Brasil marca um bolão

Torcer ou manifestar? É uma pergunta que fica obstinando a cabeça dos cidadãos. De um lado, os melhores jogadores do mundo juntos para a tão esperada Copa do Mundo 2014, do outro, a eletrizante polêmica da falta de educação, saúde, transporte e principalmente segurança.

Como se já não bastasse à onda de manifestações que vêm tomando conta das ruas de todo Brasil, as Upps (Unidade de Polícia Pacificadora), criada com intuito de combater à violência na cidade, vêm aumentando ainda mais o medo da população que vive no meio da guerra entre traficantes e policiais.

Casos como Amarildo, corpo até hoje não encontrado, Claúdia da Silva Ferreira que foi baleada durante ação de policial e arrastada pela viatura da PM no caminho para o hospital, assim como o Douglas Rafael da Silva, o DG, são provas do crescimento da violência.

A Copa vai gerar empregos e obras de infraestrutura, mas também custará bilhões aos cofres públicos. Estima-se que o governo irá investir mais de 20 bilhões de reais em infraestrutura para receber a Copa. Pelo menos 600 mil estrangeiros devem visitar o país durante os jogos e a previsão é que mais de 700 mil postos de trabalho sejam gerados, cerca de 330 mil empregos permanentes.

Poucos dias para o evento e os brasileiros não sabem se torcem pelo seu País ou se trancam dentro de suas próprias casas com receio de perder sua vida nas comemorações dos jogos da seleção. Em meio a tantas reivindicações sobre o atual modo em que o Brasil está vivendo, vem deixando grande receio nos cidadãos que buscam melhores qualidades de vida.

O autor do mapa, o sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, disse em entrevista a rede Globo, no último dia 27, que onda de violência migrou das capitais para o interior, na esteira de novos polos de crescimento econômico. Segundo Waiselfisz, as taxas de assassinatos em capitais e grandes municípios diminuíram 20,9%, no período de 2003 a 2012, enquanto as de municípios menores cresceram 23,6%.

Segundo o Mapa da Violência, o Brasil registrou em 2012 o maior número absoluto de assassinatos e a taxa mais alta de homicídios desde 1980.

De quem é o gol Brasil?

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Dúvidas sobre vacinas se espalham, diz executivo

Foto: Elder Amaral

Dúvidas sobre vacinas se espalharam nas redes sociais como uma doença, e informações falsas de que elas “matam pessoas” deveriam ser retiradas pelas empresas que operam plataformas digitais, disse o chefe da aliança global de vacinas Gavi ontem, terça-feira (21).

Falando em um evento patrocinado pelos Estados Unidos por ocasião da assembleia anual da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Genebra, o diretor executivo da Gavi, Seth Berkley, lembrou que há forte consenso científico a respeito da segurança das vacinas.

Para ele, as redes sociais privilegiam conteúdo sensacionalista em vez de fatos científicos, convencendo rapidamente pessoas que nunca viram familiares morrerem de doenças evitáveis.

“Temos que pensar nisso como uma doença. Isso é uma doença”, disse Berkley. “Isso se espalha na velocidade da luz, literalmente.”

A OMS diz que a imunização insuficiente está causando surtos de sarampo globais, cujos números estão atingindo picos em países que estavam quase livres da doença, incluindo os Estados Unidos.

A desinformação sobre vacinas, que a OMS diz salvarem 2 milhões de vidas por ano, não é uma questão de liberdade de expressão, e as empresas de redes sociais precisam tirá-la da internet, disse Berkley. “Lembro que isso mata pessoas”.

Fonte: Agência do Brasil

 

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